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terça-feira, 2 de abril de 2013

Ao meu comando, baionetas!

(ou Calçando as Botas & Apertando os Cadarços)

A mudança. A tão esperada mudança. Talvez, aquela que trará a solução para todos os problemas. Aguardada ansiosamente. Sem preocupações tampouco questionamentos éticos. Somente a ansiedade infanto-juvenil de viver tempos de paz após longos e tenebrosos invernos infernais. A mudança que fará com que todas as tristezas sejam deixadas para trás. Todos conhecemos esta mudança, mas em raras oportunidades a analisamos. Esta é a mudança do próximo.

[Iced Earth: "Angels Holocaust"]

A mudança no outro diminui nosso problema. A alteração do ser e/ou parecer alheio refrigera a ardência em nossos olhos. E tão natural é esperar pelo bom senso daqueles que seguem por caminhos que ferem a outrem; esperar que eles tenham a consciência de se corrigirem, redimirem-se e tornar nossas vidas menos caóticas, que simplesmente nos esquecemos que estes terceiros podem acreditar estarem certos. E como a mudança é uma porta que só pode ser aberta pelo lado de dentro, permanecemos seguindo por caminhos de pedras, descendo em nossos tobogãs de lâminas, sem perspectiva.

[Jon Schaffer: "Stormrider"]

Frente a tamanho adversário (fugimos? Definitivamente não!), apresenta-se o exército. O Exército de um homem só (no difícil exercício de viver em paz). Esmorecemos, por vezes trememos ao sentir a fraqueza indo embora de nossos corpos, mas cada gota de suor derramada hoje é uma gota a menos de sangue a ser derramado amanhã.

[Immortal: "Battles in the North"]

Deixem que o público entre.
Deixem que a minha ópera comece. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Coma

A escrita. Ou melhor, neste caso, “a escrita sobre (no sentido de ‘a respeito de’) a escrita”. Agradaria-me absurdos que esta me fosse fluída, natural, sem preciosismos que somente refletem muita absorção de conteúdo inútil, pouca capacidade de expressão e nenhum preparo para a comunicação no mundo que ultrapassa as barreiras de meus livros alemães e canções eslovenas. Mas não é. Ela é travada, qual “um burro quando empaca no trigo”, e simples expressões de fúria, revolta e indignação, revestidas por ares de discurso em palanque, que outrora se faziam presentes tão simplesmente através do “sentar e escrever”, hoje não encontram saídas tão óbvias e simples. Paro. Pergunto: Por quê?

Confesso a mim mesmo meu mergulho inconseqüente nos exageros e abusos, buscando algo que morreu. Buscando algo que tenha vida. Ou talvez (não sou o senhor da verdade, sequer da minha própria verdade, caso esta exista), buscando a própria vida. Não sei se a possuía e perdi; não sei se nunca a tive e agora, ela se faz presente de forma incrivelmente decepcionante; ou pior: Não sei se a beleza e a inspiração que sempre tive em minhas formas de expressão são reflexos da ausência de vida. Caso este terceiro seja verdadeiro, é “passado o ponto onde não há mais retorno (nem segundas-chances)” e resta levar Christine ao calabouço, fazendo-a escolher entre ele e eu. Resta o “segredo do anjo do inferno”. E há inúmeros maestros com suas belas canções, sem significado algum, para acalentar ouvidos delicados. Não tenho talento para isso.

Por tal razão, como quem sofre de um tumor na área do cérebro responsável pela expressão, uma Síndrome de Down alterada para novos candidatos a overdoses de morfina e dopamina, declara-se coma induzido, até que reflexos sejam sentidos e até que o sangue flua normalmente pelas artérias.

Creio ser mais uma despedida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Explosão

(ou "It's better to burn out than to fade away" - Neil Young)

[Chandeen: "Dawn"]

A explosão. Algo que, subitamente, cresce de maneira em geral inesperada, em velocidade maior que a supostamente coerente e, geralmente, causa estragos (a não ser que o assunto seja o milho que explode e se transforma em pipoca). As explosões, tão apreciadas pelos roteiristas de Holy Wood, possuem lá seu valor. Elas têm sua importância. O que seria das grandes empreiteiras sem elas? Empresas de demolição, então?? Terroristas??? Homens-bomba???? De fato, um mundo sem explosões é, de certa forma, impensável. Mas, e quanto ao ser humano normal-cotidiano-do-dia-a-dia-diário-e-semanal? Qual é a importância da explosão na vida deste ser?

[Madeleine Peyroux: "River of Tears"]

Certa vez me foi dito que as coisas somente atingem o auge de sua importância quando não estão mais entre nós [descanse em paz, meu querido cão], então, creio ser mais fácil compreender a real dimensão da explosão na vida analisando uma que não a possua. Sim, uma vida sem explosões.

[Racionais MC's: "Diário de um Detento"]

Na construção civil, as explosões geralmente eliminam prédios defeituosos e empreendimentos que não deveriam estar onde estão. No ser humano, é semelhante. Sentimentos distorcidos, propensões a cânceres, rancores, mágoas e dores em geral são expurgadas através da explosão. Sim, o ataque de fúria. A irracionalidade. O descontrole. Enfim, a explosão. Esta vem naturalmente acompanhada de alterações na voz, na expressão facial, no ritmo cardíaco, e costuma ser sucedida por lágrimas copiosas, que conforme Júlio Cortázar, vêm acompanhadas de muco ("este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente"¹). Sem esta nauseante, todavia assaz natural seqüência à qual todos estamos sujeitos, advém a dor. Não há explosão. Advém a mágoa. Não há explosão. Advém o câncer.

[Laibach: "Drzava"]

Todos os terrores que poderiam ter ferido inocentes são contidos. Não há explosão. Nenhuma pedra desaba. O corpo padece, o cérebro implora pela alforria do controle absoluto, mas a disciplina mantém a coluna reta, as botas brilhando, a farda engomada e a explosão silenciada. Não há explosão. Em nome da... Em nome do quê mesmo??? Ah, sim, do altruísmo, da bondade e da resiliência. As vidas ao redor continuam, inabaladas por aquela explosão que não ocorreu. Não há explosão. Mas o que não explode, implode. E mesmo novos prédios caem. Não há explosão. Haverão, ao acaso, balas de canhão em honra da vida que não explodiu, mas desapareceu aos poucos? Não há explosão. A vida que desaparece aos poucos é como o membro lentamente corroído pelo verme, pela chaga, pelo tumor; a pele lentamente dominada pelo vitiligo. Somente quem a vê todos os dias se dá conta de seu desaparecimento. Somente quem tem os pratos da balança pendendo cada vez mais para o lado da leveza, enquanto o algoz ganha quilos de gordura com seus mantimentos, sabe e reconhece a violência do verme devorador... E a necessidade da explosão do expurgo. Mas não há explosão.

[Einstürzende Neubauten: "Die Explosion im Feistpielhaus"]

Aber es gibt keine Explosion.
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¹CORTÁZAR, Júlio in Histórias de Cronópios e de Famas.

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Em virtude de minha pouca paciência e tempo, associadas à má vontade do Blogger, as próximas postagens não terão a tradicional formatação. Agradeço a compreensão.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Dysangelium

(ou Sobre o Feio, o Triste, o Incômodo, o Mau e o Apático)
[Therion: "Wine of Aluqah (Live)"]
Ah, a arte. A arte e seus ideais. Ideais de beleza. Beleza e perfeição. Perfeição clássica. Clássicos gregos, romanos e... Há algum outro? Outro conceito imutável e perfeito? Perfeito como a definição dos músculos e feições do Adão de Michelangelo na Capela Sistina? Capela que é agradável aos olhos e incita sentimentos bonitos, felizes, cômodos e bons a todos. Não? (Oh, céus, será este o prelúdio de mais um texto enfadonho sobre a relatividade da beleza, a hermenêutica e outros conceitos técnicos, com palavras rebuscadas, tão interessantes quanto dançar com a irmã mais nova??? Dai-me paciência para ler isso até o fim...)
[Massive Attack: "Butterfly Caught"]
Incômodo.
Esta é a palavra que rege o presente texto.
A tônica, diria eu.
Simplesmente por se contrapor à que rege o que não me agrada:
A inércia.
[Coquetel Acapulco: "Campo Minado"]
Cansado do feio do dia, do triste do cotidiano e do incômodo presente na vida adulta, acabo preferindo o vazio da mentira. Mentira que engorda, atrofia as articulações e leva à hipertensão. Por isso, voto na dor. Voto em tudo o que incomodar. Tudo o que fizer movimento, e causar movimento. Porque sou mimado e não quero ninguém dormindo. Não enquanto há algo que possa ser feito para minimizar a existência do feio, do triste, do incômodo e do mau, e desta forma, a necessidade de sua atuação na vida.
[Lucio Dalla: "Caruso"]
Sê sempre disseminador do Dysangelium...
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E mais uma vez, o Blogger não está colaborando. perdão pela formatação desagradável. Html, um dia beijarás meus pés...

domingo, 7 de novembro de 2010

Arch Enemy: "Dead Bury Their Dead"

(ou Redenção)
I leave the anguish behind
Scars are healing - I am set free
The chains of guilt are in the past
They no longer have a hold on me

Dead bury their dead

I walk through Elysian Fields
The light is shining on me

Dead bury their dead

Time marches on...

Dead bury their dead
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E assim, os mortos são enterrados.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resoluções Sagradas II.

(ou "Viver é melhor que sonhar" - Elis Regina)
[2525]
Mágico. Não se pode fugir. Nada conspirava para o acontecido. Era uma noite extremamente fria em São Paulo, termômetros marcando 10°C. Na realidade, poucas pessoas suporiam abandonar suas felpudas cobertas naquela noite. Mas a efêmera presença de um grande companheiro neste Estado me levou a repensar a possibilidade e ir rumo ao desconhecido naquela noite. Descemos do ônibus e eu (que não trajava meu habitual uniforme noturno, munido de cabeça raspada, coturnos e suspensórios; mas sim, me assemelhava a algum designer gráfico, mesclando terno, gravata e calçados não-convencionais) ouvi, ao longe, meu nome. Uma voz de contralto...
[Final Countdown]
Minha miopia me deixou em dúvidas, mas minha apurada audição não deixava espaço para perquirições. Era ela. Com seus olhos, por detrás daqueles novos óculos que eu adorei, iluminados pelas mesmas estrelas. Com o mesmo sorriso indescritível que me deixa sem fôlego e sem saber o que pensar. Com aquele abraço que, por mim, duraria a noite inteira. A vida inteira se possível! A eternidade, se satisfeitos meus anseios!!!
[Alle Gegen Alle]
Dúvidas se desfazem, e deixam espaço para algo maior que a amizade e a saudade, e diferente de qualquer expectativa. É algo que não sei o nome. "É algo que só sei sentir". É diferente do que existiu em 2008, mas é lindo. Igualmente lindo. Trazer esta nova pessoa para minha nova vida é uma nova experiência que me faz saborear um novo receio, mas eu sigo. Um juramento foi feito. Um juramento que galáxia alguma poderia quebrar. E este novo eu quer saber o que é a nova ela.
[Mars on River Drina]
Ela dança em meus sonhos.
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Escrito ao som de NATO, álbum de 1994 da banda eslovena Laibach.
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PS: Este post será formatado conforme o padrão que vem sendo seguido neste blog, assim que meu computador colaborar.
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PPS: Cansei. Não vou formatar porra nenhuma. Grato pela compreensão.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Resoluções Sagradas.

(ou Sobre a Ilusão)

[Luis Miguel: "Nos Hizo Falta Tiempo"]

Passou, não é? Ou não? De verdade, eu francamente não sei. Hoje seria o dia de saber se ela ainda me faz tremer, mas algo me fez evitar tal encontro, que, talvez, sequer viesse a ocorrer. Seria medo? Quem sabe? Apesar da carranca que carrego, às vezes me permito um voto de confiança aos traços de humanidade que existem em mim.


[Einstürzende Neubauten: "Haus der Lüge"]

Mas analisando friamente (Carranca - leitor. Leitor - carranca. Apresentações feitas, retornemos), vejo que não, não é medo. É algo relacionado à sacralização. O que tenho, dentro de mim, por ela, é e sempre foi algo tão bonito! "Rebaixá-la" à condição de ser humano, igual a qualquer outra, provavelmente faria com que as estrelas que iluminam aqueles olhos por detrás daqueles óculos que eu adoro se tornassem foscas. Levaria aquele sorriso a tomar traços de modelo anoréxica modificada em Photoshop. Transformaria aquele abraço que sempre me deixou sem palavras em mais uma burocracia de amigos. E isso, assumo, me assusta. Muito.

[The Mission UK: "Severina"]

Em minha preocupação pela forma de minhas produções textuais, me vejo na necessidade de descrevê-la. Talvez, algum dia, eu trate esse meu TOC literário. Pois bem: Uma suave voz de contralto; mãos pequenas; uma timidez que esconde idéias envolventemente encantadoras, de alguém que largou a segurança da profissão rentável pelo amor à educação; as tatuagens mais únicas... E se eu não me editar, este parágrafo facilmente ultrapassará o limite de linhas contido em tua paciência, prezado leitor.

[The Cure: "Cut Here"]

O fato é que ela está desfilando bela e formosa no campo das idéias. No campo da saudade que, a despeito de incontáveis mensagens, não creio que há de se desfazer, por ser igualmente bela. Existe uma "saudade Romântica". E, haja protestos ou o bom e velho "arrependa-se somente do que você tentou", eu ainda considero muito mais proveitoso o deleite dos pensamentos e das lembranças. Não quero vê-la. Não quero atualizar minhas memórias para algo que, talvez, possa não me encantar tanto quanto aquela camiseta laranja de dois anos antes...

[Joy Division: "Decades"]

E assim é. Este sou eu, despido de pudores e valores, me permitindo o direito à ilusão e ao entorpecimento, que tantas vezes são muito mais belos que a realidade.

[Spice Girls: "Spice Up Your Life"]

Criança das estrelas.
Um bebê nascido do paraíso.

domingo, 28 de março de 2010

Gentrificação da Essência Artístico-Sentimental

(ou Indignação com os Rumos da Arte)

A trajetória poética de Oiticica desloca-se da fatura impecável, quase asséptica, de sua produção inicial, marcada pelo "construtivismo" internacional, para um "construtivismo favelar". Essa chegada ao Brasil pela via universalista da invenção formal "concreta" e "neoconcreta" consuma-se como o escultor Jackson Ribeiro o leva ao Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro. "Tudo começou com a formulação do Parangolé em 1964, com toda a minha experiência com o samba, com a descoberta dos morros, da arquitetura orgânica das favelas cariocas (e consequentemente outras, como as palafitas do Amazonas) e principalmente das construções espontâneas, anônimas, nos grandes centros urbanos - a arte das ruas, das coisas inacabadas, dos terrenos baldios etc. Parangolé foi o início, a semente, se bem que ainda num plano de idéias universalista (volta ao mito, incorporação sensorial etc.), da conceituação da Nova Objetividade e da Tropicália."

"Hélio Oiticica - Museu é o Mundo"
Curadoria

[Madball: "Tight Rope"]

Construtivismo favelar? Arte das ruas? Terrenos baldios? Todos esses termos me remetem às camadas menos abastadas da população, quando penso em Brasil. Quando ouço nomes como Billie Holiday e Nina Simone nas rodas intelectuais regadas pelos melhores vinhos e mais belos cartões de crédito e talões de cheques, me indago sobre a incoerência desta relação. Incoerência? Não compreendeste de qual relação falo? Ou em que consiste tal incoerência? Pois bem...

[Agnostic Front: "Victim in Pain"]

Seria o destino da arte uma espécie de "desvio de carga"? Porque vejo com grande pesar a forma bizarra com a qual representações artísticas oriundas das favelas (não espera tu terminologias politicamente corretas; não lerás aqui "comunidades humildes" ou quaisquer outras formas de hipocrisia, salvo em forma de ironia) e dos marginais (indivíduos à margem da sociedade, geralmente execrados como escória) adentram os meios drapejados de diamantes (pedras preciosas de alto valor financeiro, geralmente conseguidas às custas do trabalho semi-escravo em Serra Leoa, por exemplo), e, por consegüinte, se descaracterizam.

[The Clash: "London Calling"]

"Mas esse rapaz só pode ser um extremista fundamentalista ou um retrógrado conservador, fechado em seu mundo de arte marginal." - Será?

[Type O Negative: "Halloween In Heaven"]

Não me refiro à hermetização da arte, mas à tristeza existente em sua gentrificação¹. A arte de Hélio Oiticica, por exemplo, é claramente inspirada na realidade dos morros cariocas e ambientada na pobreza; e hoje, passados trinta anos de sua morte, encontra-se envolvida por uma aura que, definitivamente, não reflete a favela. Mas a questão é: quantos moradores do Morro da Mangueira admiram este seu ilustre & falecido admirador? Ou de tantos outros "Morros da Mangueira" espalhados por este país? - Quantos dos que conversam em bares caríssimos sobre a genialidade de Billie Holiday ou a beleza inebriante da voz de Nina Simone sabem do que se trata a tristeza inerente em suas interpretações? Quantos possuem na memória as marcas semelhantes às que deram origem a tais obras irrepreensíveis, como "Strange Fruit", de Simone?

[Rudi: "Taivas Saa Odottaa"]


Compreende-se não ser possível manter a arte, ou seja qual for a expressão de sentimento, em um claustro eterno, e sequer creio ser esta uma atitude coerente. Mas a apropriação realizada por A e B, e a conseqüente exclusão de C, D e E me é inconcebível. Me entristece não possuir as ferramentas para tal atitude, digamos, revolucionária (ou terrorista), mas as palavras de ordem são: "Toma para ti o que é teu de direito!".

[Paul Cantelon: "Sunflowers"]

Esquerdista? Terrorista? Não. Simplesmente verdadeiro.

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¹. O enobrecimento urbano, ou gentrification, diz respeito à expulsão de moradores tradicionais, que pertencem a classes sociais menos favorecidas, de espaços urbanos e que subitamente sofrem uma intervenção urbana (com ou sem auxílio governamental) que provoca sua valorização imobiliária.